terça-feira, 8 de abril de 2014

Desabafo...


Não é fácil, queria poder explicar mas as palavras faltam-me… e as lágrimas preenchem-me o rosto. É como se tivesse um nó na garganta e não conseguisse falar. Tenho uma enorme tristeza dentro de mim e não sei como a ultrapassar. Não sei como resolver os meus problemas. Sim, todos temos problemas, não poderei nunca ser derrotada pelo que me faz triste. Mas não consigo, faltam-me as forças. Aqui estou eu, sentada à secretária a ouvir o teclado do computador quando pressiono sobre as teclas. Escrevo o que me vai no coração e na alma para ver de me liberto e se consigo arranjar soluções, luzes, ao fundo deste enorme túnel por que atravesso. A vida, às vezes prega-nos partidas, daquelas que nem nós sabemos porquê nem como, partidas que não fazem sentido mas doem tanto. A vida consegue, muitas vezes, ser cruel ao ponto de não nos deixar viver. Sinto um aperto no peito que quase me trava a respiração. O ambiente está morto e só me apetece gritar e chorar, não sei por quanto tempo, pois não sei se me irei recompor. Queria sorrir, queria entregar-me, deixar-me fluir pela vida, aproveitar os momentos bons e deixar que esses momentos apagassem os maus. Mas nada é simples, e isso não acontece. Não consigo sorrir, a tristeza abala-me por dentro e por fora. Poderei estar a ser injusta, há pessoas bem piores que eu, em situações de extremo sofrimento. Mas agora tenho de me concentrar apenas na minha vida, e essa está uma confusão. Mesmo que seque as lágrimas mil vezes, elas voltam a cair, sem pedir autorização, parece automático. Será que um dia estes problemas vão desaparecer e eu vou conseguir ser feliz? Ainda consigo acreditar numa futura felicidade, não agora. Um dia. A vida é uma incógnita, ou estamos bem, ou estamos mal... e ficamos sempre à margem de nós mesmos pois nunca sabemos quando vamos chorar de tanta tristeza ou sorrir de tanta alegria. Cada vez mais acredito que a maior parte das pessoas, inclusive eu, não vive, apenas sobrevive. 

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